Bolsonaro comemora resultado do primeiro turno e diz que unirá o país se for eleito

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O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, comemorou na noite deste domingo (7) o resultado do primeiro turno da eleição. Ele disputará o segundo turnocom o candidato do PT, Fernando Haddad.

Numa transmissão ao vivo no Facebook ao lado do economista Paulo Guedes, disse que, se for eleito, unirá o país.

“O agradecimento que faço é a todos os brasileiros, ganhamos em quatro regiões. Perdemos no Nordeste, mas nossa votação no Nordeste foi muito boa e tenho certeza que Deus ajudará por ocasião do segundo turno”, afirmou Bolsonaro.

Em outro trecho da transmissão, Bolsonaro disse que o país “está à beira do caos” e, por isso, na opinião dele, “não podemos dar mais um passo à esquerda”.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, com 99% das urnas apuradas, Bolsonaro tinha 46,23% dos votos e Fernando Haddad, 28,99%.

Urnas

O candidato do PSL disse, ainda, que ouviu críticas de eleitores sobre as urnas.

Bolsonaro tem afirmado que não confia na “lisura” do processo e, na transmissão deste domingo, citou um vídeo em que o eleitor diz apertar o número “1” e, automaticamente, a urna acrescenta o “3”, formando, assim, o 13, número do candidato do PT, Fernando Haddad.

“Vamos junto ao TSE exigir soluções para isso que aconteceu agora, e não foi pouca coisa, foi muita coisa. Tenha certeza: se esses problemas não tivessem ocorrido, e tivéssemos confiança no voto eletrônico, já teríamos o nome do futuro presidente da República decidido hoje”, afirmou Bolsonaro.

Facada em Bolsonaro

Deputado federal desde 1991, Bolsonarofiliou-se ao PSL em marçopara disputar a primeira eleição presidencial. Em 6 de setembro, foi vítima de uma facada no abdômen durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG).

O candidato do PSL passou por cirurgias e ficou 23 dias internado. Em razão do atentado, Bolsonaro concentrou a campanha nas redes sociais, com a publicação de mensagens por escrito e de vídeos.

Sem fazer campanha nas ruas, manteve o primeiro lugar nas pesquisas – liderou desde o início nos cenários sem o ex-presidente Lula – mesmo sem um espectro grande de alianças e com pouco tempo na propaganda eleitoral gratuita de TV. A popularidade de Bolsonaro cresceu à base de um discurso anti-PT e antiesquerda.

Polêmicas

A campanha do deputado federal também teve polêmicas envolvendo declarações de Bolsonaro e do candidato a vice na chapa dele, general Hamilton Mourão.

Bolsonaro:

Bolsonaro também teve de explicar frases polêmicas ditas ao longo da carreira política, em especial sobre negros, gays e mulheres – o STF rejeitou denúncia de racismo contra ele.

General Mourão: