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Corpo de bebê morto a facadas é retirado do Numol de Patos pelo pai de registro

O corpo do recém-nascido Bryan Gabriel, de apenas três semanas de vida (23 dias), morto a facadas no bairro Dona Milindra, foi retirado do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Patos, no Sertão da Paraíba, para a realização dos procedimentos de velório e sepultamento. A liberação ocorreu no fim da tarde desta quinta-feira (15).

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De acordo com informações confirmadas pelo chefe do Numol de Patos, Dr. Dionísio Filho, o corpo foi liberado para José Danilo Guedes, que consta como pai da criança no registro civil. Ele se deslocou do município de São Bento até Patos para realizar os procedimentos necessários.

Embora José Danilo conste na certidão de nascimento como pai, a criança é biologicamente filha de Marcos Gabriel Santos Pacheco de Alacoque, de 19 anos, e Mirelly Laila Lucena Braz, também de 19 anos. José Danilo mantinha um relacionamento com Mirelly e esteve com ela durante a gestação e o nascimento do menor. 

Até a publicação desta matéria, não havia informações confirmadas sobre os locais e horários do velório e do sepultamento de Bryan Gabriel.

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Perícia confirmou 24 golpes de faca

Mais cedo, o chefe do Numol confirmou que o exame pericial identificou 24 perfurações por arma branca no corpo do bebê. Os ferimentos atingiram o rosto, o tórax, o abdômen e as costas. Uma das perfurações atingiu o coração, provocando uma grave hemorragia.

Em entrevista ao programa Correio Verdade, da TV Correio, Dionísio Filho destacou a gravidade das lesões e afirmou que a criança sofreu antes de morrer.

“Um caso chocante. A equipe pericial identificou no corpo da criança 24 perfurações por arma branca. A gente pode afirmar que ele sofreu, agonizou antes da morte”, relatou o perito.

Pais biológicos permanecem presos

Também nesta quinta-feira (15), a Justiça da Paraíba converteu em prisão preventiva as prisões em flagrante de Marcos Gabriel e Mirelly Laila, investigados pelo envolvimento na morte do filho biológico. A decisão foi proferida pela juíza Vanessa Moura Pereira de Cavalcante, durante audiência de custódia realizada às 15h.

No termo da audiência, obtido pelo Patos Online, a magistrada homologou as prisões em flagrante e acolheu o pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB) pela conversão em preventiva. A defesa havia solicitado a concessão de liberdade provisória.

Foto: Patos Online

Na decisão, a juíza destacou a gravidade do crime, a necessidade de preservar a investigação e o risco de interferência na produção de provas. O documento também aponta que os dois investigados apresentaram versões contraditórias sobre a dinâmica das agressões e atribuíram um ao outro a responsabilidade pelos golpes.

Um dos pontos considerados pela magistrada foi o relato de uma testemunha segundo o qual Mirelly teria tentado alterar elementos da cena ao limpar as mãos ensanguentadas no corpo de Marcos Gabriel. A decisão também menciona a necessidade de resguardar os depoimentos de vizinhos que moram nas proximidades do local do crime.

A juíza determinou ainda a coleta de material biológico dos investigados e a realização ou juntada de exames periciais pendentes, incluindo laudos de necropsia, do local do crime, pesquisa de sangue e perfil genético. Também foi autorizada a extração pericial de dados dos telefones celulares.

Relacionamento conturbado

De acordo com o delegado Emerson Barbosa, da DHE, o casal teve um relacionamento marcado por separações e reconciliações. Conforme as informações apuradas nos interrogatórios, os dois se conheceram por meio do jogo on-line Free Fire e chegaram a morar juntos em Minas Gerais por cerca de quatro a cinco meses.

Posteriormente, retornaram à Paraíba e alugaram uma residência em Patos. À época do crime, porém, não estavam mais vivendo juntos. Segundo o delegado, a mãe havia retornado para um antigo companheiro, residente em São Bento, e foi a Patos para buscar seus pertences.

A discussão teria ocorrido enquanto ela organizava as roupas e os objetos pessoais para deixar a cidade. 

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer a participação de cada um dos suspeitos na morte de Bryan Gabriel.

Por Patos Online

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